Giuliano Bonamim
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A Blowtex aumentou em 15% a sua produção de preservativos no período que antecede o Carnaval. A indústria fabrica uma média de 17 milhões de camisinhas por mês, mas subiu para 19,5 milhões em janeiro deste ano para atender a demanda provocada pela maior festa popular do Brasil.
A estimativa da Blowtex é produzir 200 milhões de preservativos em 2012. Segundo o gerente industrial da empresa, José Roberto Siqueira, o aumento será de aproximadamente 15% em relação ao ano passado. "Em 2011 vendemos 170 milhões de unidades e essa média de crescimento tem sido registrada todos os anos", comenta. Os valores em dinheiro não foram divulgados.
O aumento das vendas tem relação com a maior conscientização da população brasileiro sobre o uso do preservativo. "As novas gerações sabem da importância da camisinha, da capacidade de fazer a prevenção de doenças sexualmente transmitidas, e procuram o preservativo sem preconceito ou culpa", diz Siqueira.
Os preservativos saem da fábrica sediada em Alumínio, interior de São Paulo, para abastecer os 26 Estados brasileiros, o Distrito Federal e os mercados da Argentina, Bolívia e Venezuela. As exportações correspondem a 5% da produção da empresa, mas esse número deve aumentar. "Temos estudado ampliar o nosso alcance a outros países da América Latina, mas por enquanto não podemos dar mais detalhes", comenta Siqueira. Atualmente, a Blowtex tem 169 funcionários e boa parte da produção é toda mecanizada. Cinco máquinas, cada uma com 35 metros de comprimento, fazem juntas 320 camisinhas por minuto. Todo o látex usado para a fabricação do preservativo é importado da Tailândia e da Malásia, países que cultivam a seringueira há 40 anos e conseguem oferecer o matéria-prima durante todo o ano.
A empresa oferece ao consumidor 15 variedades de preservativos: três anatômicos, três aromatizados, três extrafinos, dois sintéticos (sem o uso do látex de origem natural) e quatro classificados como tradicionais. Neste ano, a Blowtex lançou no Brasil um preservativo batizado de Skyn. A novidade é produzida em poli-isopreno, substância não contém látex natural - que proporciona maior conforto e alta resistência.
O poli-isopreno tem o objetivo de conferir ao preservativo uma maior maciez. "Proporcionar a sensação de usar nada", explica Bruno Koudela, gerente de marketing da companhia.
Linha de produção
A linha de produção da Blowtex presa pela qualidade do preservativo. A camisinha passa por uma série de análises mecânicas e manuais até ser colocada na embalagem e disponibilizada para a venda.
O produto começa a ser criado na máquina de imersão, onde um molde é mergulhado em uma solução de látex e depois secado à temperatura de 80 graus Celsius. O processo é repetido mais uma vez até a camisinha receber o desenho da bainha. Depois, o preservativo passa por diversos banhos de água quente para o plástico não grudar até ser enxuto.
A produção continua com o trabalho manual, feito por funcionários da empresa. Os preservativos são testados diversas vezes para as análises de elasticidade e segurança até ser embalado. Segundo Eli Damaris Martins, técnica em segurança da Blowtex, todo trabalho é focado para evitar qualquer tipo de falha no preservativo.
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